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Após andar de ré em 2024, máquinas agrícolas vão patinar em 2025 – 23/01/2025 – Vaivém

A indústria de máquinas agrícolas, que andou de ré no ano pretérito, vai somente patinar neste ano, sem transpor do lugar. Oriente é o imagem previsto pela Anfavea (Associação Pátrio dos Fabricantes de Veículos Automotores). As vendas, que recuaram para 48,9 milénio unidades e caíram 20% sobre as de 2023, devem permanecer no mesmo patamar em 2025.

O setor vinha vivendo um período de potente aceleração nos anos recentes. Um dos melhores momentos foi 2022, quando as vendas somaram 70,3 milénio unidades. O Brasil entrou em uma escalada de safras recordes, os preços internacionais das commodities estavam elevados, e o produtor viveu um período de renda enxurro.

O resultado foi um maior investimento em tecnologia, principalmente em maquinário agrícola. Os juros estavam baixos e o produtor tinha liquidez.

O cenário mudou, e os produtores se retraíram, adiando investimentos e forçando a indústria de máquinas a diminuir custos e a reduzir o quadro de trabalhadores.

A menor renda do produtor é espelhada pelo VBP (Valor Bruto da Produção) do Ministério da Cultivação. O VBP mede as receitas obtidas pelos produtores dentro da porteira com a venda de suas mercadorias. De 2019 a 2021, o VBP subiu de R$ 948 bilhões para R$ 1,23 trilhão, uma subida de 30%. Ficou fixo nos anos seguintes, em termos reais, e só volta a subir em 2025. A previsão é de aumento de 11,5%, para R$ 1,4 trilhão.

No ano pretérito, as vendas de tratores, que chegaram a 61,4 milénio unidades em 2022, recuaram para 45,6 milénio. Já as de colheitadeiras caíram para somente 3.288 em 2024, muito aquém das 8.221 de 2022.

Oriente ano continuará sendo um período difícil para o setor, segundo Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. O aumento da Selic torna os financiamentos extremamente complexos e impactam na produção. Ou por outra, a desvalorização do real e a queda nos preços das commodities afetam os produtores.

Os pontos positivos para o ano são aumento da demanda por provisões, maior utilização de biocombustíveis, principalmente de etanol, e a procura por maior descarbonização.

Leite alerta para um prolongamento rápido da presença de outros países no fornecimento de máquinas agrícolas e de construção na América Latina, principalmente a da China.

No setor de máquinas agrícolas a atuação chinesa aumenta potente na Colômbia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. A participação da China nas vendas da Colômbia no ano pretérito subiu para 44%, supra dos 30% de 2023.

No setor de máquinas para construção, a participação chinesa aumenta ainda mais, e abrange toda a América. No Brasil, essa invasão ocorre principalmente nas compras públicas.

Várias dessas fornecedoras, alojadas no mesmo espaço de uma pequena saleta, não têm parque fabril no país e exercem a função de “somente encher pneus e trocar logomarca”, afirma Leite.

As vendas de máquinas para construção subiram para 37,1 milénio unidades no ano pretérito, 22% a mais do que em 2023, mas o número ainda foi subalterno ao de 2022, quando o setor havia comercializado 39 milénio unidades. Em 2025, serão 38,2 milénio, segundo a Anfavea.

De 17% a 20% dessas máquinas para construção são adquiridas para trabalho na cultivação e na pecuária.

Etanol O consumo de etanol hidratado atingiu 847 milhões de litros em novembro no estado de São Paulo, o maior volume para o mês desde 2020. No reunido até novembro, o consumo somou 9,4 bilhões de litros, com progresso de 27% sobre o mesmo período de 2023.

Etanol 2 O consumo de gasolina C caiu 12,3% no mês e 12,9% no reunido até novembro. Com isso, a participação do etanol (hidratado + anidro) no ciclo Otto atingiu 60% em novembro e 59,1% no reunido, segundo a Datagro.

Etanol 3 Posteriormente a mudança no ICMS, a competitividade do etanol hidratado melhorou, com a relação de preços entre etanol e gasolina ficando consistentemente aquém de 70%, atingindo 59,2% em janeiro de 2024, segundo a consultoria.

Basf A empresa promete uma guerra contra a cigarrinha, mosca-branca e psilídeo, pragas que vêm causando prejuízos milionários aos cultivos de milho, algodão, soja e citros.

Basf 2 Ela obteve aprovação do registro de um resultado formulado em dezembro, e a molécula terá lançamento global, com o Brasil sendo o primeiro da América Latina.

Basf 3 Segundo a empresa, o inseticida também recebeu registro para culturas do setor de hortifrútis, porquê melão, batata, tomate e cebola.

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