Mas em cidades uma vez que São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte muitos prédios não têm estrutura ou regulamentação para a instalação da refrigeração. Esse parece ser um grande mercado, mas na veras não é. Mesmo com muita gente morando em apartamentos, essa parcela não formaria um grande mercado consumidor, o que torna o preço do resultado inviável. Em São Paulo, por exemplo, a cidade tem 1,435 milhão de apartamentos e 2,764 milhões de casas, de congraçamento com o Recenseamento de 2022.
Para muitos, fica a sentimento de que os aparelhos de ar condicionado – inventados em 1902 – não evoluíram no tempo. Na verdade, a última grande mudança no formato aconteceu há várias décadas. Foi a invenção do split, que separou a unidade condensadora do ar, no término dos anos 80. “Mas de maneira nenhuma pode-se falar que os aparelhos não evoluíram. Eles são muito mais eficientes e com menos emissões e filtram melhor o ar”, diz o professor da Poli.
Foi por isso que paquistanês naturalizado americano Muhammad Saigol criou o July, outra sensação nos EUA. O aparelho é um portátil que não tem mangueira, ele se encaixa na janela, vertical ou nivelado. “Não revelamos números exatos, mas vendemos milhares de unidades em todos os Estados Unidos, da Califórnia a Novidade York. Nosso objetivo é aumentar nossos volumes a cada ano”, disse o empresário.
A fábrica do July fica no Paquistão. E a empresa tem planos de vender o aparelho para outros países. “Acreditamos que há um mercado para o July em muitas partes do mundo. À medida que continuamos a escalar, começaremos a olhar para diferentes mercados nas Américas e na Europa. A expansão internacional deve se iniciar em 2026, segundo Saigol. E dentre os novos mercados que estão na mira da companhia, o Brasil pode ser um deles.
Mas enquanto o novo protótipo não desembarca cá, a indústria segue quebrando a cabeça para desenvolver melhores produtos. Já foram testados, por exemplo, modelos sem o compressor de ar, com a chamada Placa de Peltier, que é o sistema de geração de ar indiferente magnético das adegas domésticas. “Mas para resfriar um envolvente inteiro, até agora, seria preciso placas do tamanho de duas paredes, o que inviabiliza teoria”, diz Martins, da Midea.
Quanto custa a instalação de um split?
A instalação, incluindo a secção de alvenaria e de elétrica (é preciso ter fios dimensionados para os aparelhos) pode custar de R$ 1,5 milénio a R$ 3,5 milénio, conforme o tamanho do imóvel. Os dados são de Marcos Ortolani, da Multiplic Instalações e não levam em conta o dispêndio do aparelho, que gira em torno de R$ 2 a R$ 4 milénio – no mínimo.





