Written by 10:47 pm Nóticia Views: 0

Supermercados entram em disputa com farmácias para vender remédio

Medida poderia gerar redução de preços de 35% nesses medicamentos, diz entidade. Segundo a Abras, os supermercados foram liberados para vender esse tipo de remédio durante um ano na dezena de 1990. Na estação, a medida gerou redução de 35% no preço desses medicamentos, diz. A expectativa é que a redução de preços se repetiria se a medida fosse novamente adotada. A economia nesses remédios ajudaria a população a sugar o aumento de custos nos mantimentos.

O que dizem as farmácias

Remédios sem receita são 30% do faturamento das farmácias. Sendo assim, a liberação para a venda desses remédios nos supermercados teria um impacto econômico “desastroso” para as farmácias, diz a Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias). Pelas contas da Abras, só a venda de analgésicos gera uma receita anual de R$ 9 bilhões.

Farmácias dizem que redução de preços é “falaciosa”. Em nota, o presidente da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, diz que “é falacioso o argumento que os supermercados venderiam medicamentos com preços até 35% mais baixos”. Segundo ele, a entidade monitora mais de milénio itens comuns a farmácias e supermercados, e os mercados vendem esses itens mais dispendioso em 50% das vezes. “Por que portanto já não vendem mais barato itens uma vez que fraldas, cotonetes, tinturas e outros?”, questiona.

Medida poderia exaltar preços de outros remédios. A associação argumenta ainda que a venda desses remédios pelos supermercados pode gerar um desequilíbrio econômico para o setor de farmácias. Uma consequência verosímil seria o aumento de preços dos medicamentos com récipe, a término de dar conta dos custos da operação da farmácia.

Consumidor ficaria sem orientação do farmacêutico. Caso a venda desses medicamentos nos supermercados fosse liberada, o consumidor não teria a possibilidade de tirar dúvidas com o farmacêutico, uma vez que ocorre nas farmácias. Segundo a Abrafarma, o cliente esclarece dúvidas com o farmacêutico nas farmácias em 68% das vezes. “Quem vai responder a essas perguntas no supermercado? O carniceiro? O padeiro? O caixa?”, questiona Barreto.

Visited 1 times, 1 visit(s) today
Close