Mas você sabe porquê é que se chega lá? É praticamente uma campanha eleitoral. Gastam-se milhões de reais em publicistas (pelo que entendi é uma mistura de publicitário com PR), passagens, hoteis, Q&A. Ainda tem que conseguir padrinhos que digam publicamente que apoiam o filme, que façam sessões de exibição. Tem que escolher o festival de cinema perceptível para estrear (Walter escolheu Veneza porque Cannes já tinha um filme brasílico). Tem que ter uma temática que impacte (dizem que cá o Trump deu uma mãozinha).
A própria Fernanda Torres contou hoje na Globonews que o Michael Barker, da Sony Pictures, diz que o grande repto é fazer o filme ser visto pelos jurados. E neste sentido lucrar o Globo de Ouro foi um ponto de viradela já que muita gente importante da Liceu estava na plateia da premiação.
(E porquê alguém muito me lembrou, não vai fazer nem um pouco mal para o Oscar toda a audiência brasileira que já se mostrou poderosa nas redes sociais)
Itaú só no surfe
O Itaú está tentando surfar a vaga Fernanda Torres. O banco usou a atriz para a campanha de Natal e está reaproveitando imagens produzidas naquele momento. Logo que o nome da atriz foi indicado ao Oscar, o banco fez uma publicação conjunta com ela dizendo “A vida presta e muito. Confie” (parece um áudio que Fernanda mandou no zap). A publicação chegou a 2 milhões de views em 3 horas. Não é ruim, mas depois do Nikolas a régua subiu demais.
Os views do Nikolas
Muito se fala das 325 milhões de visualizações do vídeo do deputado Nikolas Ferreira com a história do Pix (o da Fernanda Torres, em seu perfil solene, discursando ao lucrar o Orbe de Ouro teve 77 milhões de views). Mas finalmente, quantas pessoas foram impactadas? Uma manadeira próxima do deputado me contou que o número de usuários impactados foi de 100 milhões. O Instagram tem 170 milhões de usuários únicos.






